Uma das minhas bisavós perdeu dois dos quatro filhos que teve. De tuberculose, pois claro. Um, e outro de seguida, sem ter tempo de enxugar as lágrimas do primeiro. Desde esse dia que a sua rotina passou a ser:
Levantar, beber café com pão com manteiga e preparar um farnel. Antes de sair para o cemitério, pegava num banco de madeira minúsculo onde passava os dias sentada em frente às campas dos filhos a bordar.
Diz a minha mãe que todos os dias foram assim até à véspera da sua morte.
Nunca a conheci mas é bom saber que carrego coisas dela.