Quero deitar-me aqui. Sentir o Verão na cara e o vento a passar nos dedos. Olhar para a frente, com duas ou três ervas encostadas ao nariz. Olhá-las como se fossem estacas gigantes duma cerca que me poupa de ti.
Imaginar o que vê um soldado acabado de cair na desgraça. Crer que o silêncio e a terra aproveitariam a sua última força para um sorriso.
Levantar-me e olhar para a marca do meu corpo nestes lençóis verdes. Só a minha porque a tua anda ocupada a calcar-me os dias.