terça-feira, fevereiro 03, 2026

 Ainda cá ando.

Mas o meu vizinho não. Morreu à frente da Teresa de oito anos e do Fred de treze. De repente aos 44. Não me era nada, a não ser o pai do primeiro namorado da minha filha mais velha. É provável que nunca viesse a ser mais do que isto, mas não imagina o que lamento a sua partida.

Talvez não por ele, mas por imaginar a cabeça dos pequenos, fácil de ver nas das minhas que têm as mesmas idades. A mais nova de vez em quando diz que tem medo que eu morra, dizem que é normal da idade. Agora não sei se vai voltar a falar disto, tal é o choque desta desgraça da casa em frente.