quinta-feira, agosto 26, 2010
quarta-feira, agosto 25, 2010
Bendita água.
A Perrier e a sede e o amor e as experiências. Um site que é uma mansão, com Dita Von Tesse.
segunda-feira, agosto 16, 2010
quarta-feira, julho 28, 2010
quinta-feira, maio 27, 2010
The End.
Quero ir lá para a frente, para ao pé das letras, para ver como se vê de lá. Anda, vamos os dois.
Nunca fiques na primeira fila, daqui não se consegue alcançar tudo.
Gosto de estar aqui porque ninguém disse que não se podia. Agora estão a olhar como se não pudesse. Embora. Nunca te esqueças – aqui à frente não.
Traz o balde das pipocas que a senhora não é nossa criada.
P.S. Este blogue não está a acabar. Penso até que é capaz de estar a acordar outra vez.
Quero ir lá para a frente, para ao pé das letras, para ver como se vê de lá. Anda, vamos os dois.
Nunca fiques na primeira fila, daqui não se consegue alcançar tudo.
Gosto de estar aqui porque ninguém disse que não se podia. Agora estão a olhar como se não pudesse. Embora. Nunca te esqueças – aqui à frente não.
Traz o balde das pipocas que a senhora não é nossa criada.
P.S. Este blogue não está a acabar. Penso até que é capaz de estar a acordar outra vez.
quarta-feira, março 31, 2010
terça-feira, março 09, 2010
Nunca se saberá.

Pareço um Cristo - acho que podias pôr-me ao peito. Para balançar perto do teu coração ou sossegar na tua pele adocicada pela tarde.
É curiosa esta dualidade, ora coração ora mamas. O que muda não está em ti, está na minha cabeça e nas circunstâncias do que me apetece, ou preciso.
E as velhas que põem fotos sépia do marido nos fios? Achas que é para estarem perto do tal órgão ou do delírio?

Pareço um Cristo - acho que podias pôr-me ao peito. Para balançar perto do teu coração ou sossegar na tua pele adocicada pela tarde.
É curiosa esta dualidade, ora coração ora mamas. O que muda não está em ti, está na minha cabeça e nas circunstâncias do que me apetece, ou preciso.
E as velhas que põem fotos sépia do marido nos fios? Achas que é para estarem perto do tal órgão ou do delírio?
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Até amanhã.
Podia haver um fado que tinha a mãe no hospital (mãezinha se fosse dos bons).
E se fosse o meu - que eu sei disso - e por isso posso escrever?
Ter a mãe no hospital não é como nas histórias da especialidade. Há lá uma calma e uma sapiência no ar que me escapam. Há coisas fortes que não se vêm - umas vezes porque não se mexem, outras porque andam escondidas dentro de cada um.
Disseram-me que ia ficar assim a dormir até amanhã e que a máquina – essa sim parecida com as da televisão – era só para vigilância.
Amanhã é que é. O tempo que passei deu para imaginar uma cor mais longe da terra para as paredes.
Não quero a simpatia das enfermeiras nem as toalhas lavadas com afinco. Quero as coisas do costume.
Podia haver um fado que tinha a mãe no hospital (mãezinha se fosse dos bons).
E se fosse o meu - que eu sei disso - e por isso posso escrever?
Ter a mãe no hospital não é como nas histórias da especialidade. Há lá uma calma e uma sapiência no ar que me escapam. Há coisas fortes que não se vêm - umas vezes porque não se mexem, outras porque andam escondidas dentro de cada um.
Disseram-me que ia ficar assim a dormir até amanhã e que a máquina – essa sim parecida com as da televisão – era só para vigilância.
Amanhã é que é. O tempo que passei deu para imaginar uma cor mais longe da terra para as paredes.
Não quero a simpatia das enfermeiras nem as toalhas lavadas com afinco. Quero as coisas do costume.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Excesso de virtude.
Estou à espera que o tempo passe e não há meio. Às vezes é a correr, outras é o diabo. O teu corpo é admirável sobre tantas vistas que só com o tempo ficarei descansado. Bem sei que o que vejo e sinto é só meu, mas nunca fiando.
Espero que a idade te roube a perfeição para não haver confusões. Antigamente era mais depressa, com o Sol e o vento a gastar a pele. Agora são os ares condicionados, os cremes e as cadeiras caras que atordoam esse consumo. A canseira que será até seres só para os meus olhos.
Estou à espera que o tempo passe e não há meio. Às vezes é a correr, outras é o diabo. O teu corpo é admirável sobre tantas vistas que só com o tempo ficarei descansado. Bem sei que o que vejo e sinto é só meu, mas nunca fiando.
Espero que a idade te roube a perfeição para não haver confusões. Antigamente era mais depressa, com o Sol e o vento a gastar a pele. Agora são os ares condicionados, os cremes e as cadeiras caras que atordoam esse consumo. A canseira que será até seres só para os meus olhos.
quarta-feira, setembro 23, 2009
terça-feira, setembro 01, 2009
Logo, durmo mais descansado.
Eu podia ser uma história má daquelas que se têm que repetir a toda a gente que aparece. Como um desastre em que toda a família quer saber pormenores.
Só que há um filho que se ri demasiadas vezes para ser infeliz. Sou capaz de me aguentar anos a fio para lhe encher os olhos de boas recordações. Para isso e para lhe dizer o que vale a pena, ou não, guardar lá de casa.
Logo, a minha vida tem que seguir com o aprumo de uma tesoura de alfaiate.
Eu podia ser uma história má daquelas que se têm que repetir a toda a gente que aparece. Como um desastre em que toda a família quer saber pormenores.
Só que há um filho que se ri demasiadas vezes para ser infeliz. Sou capaz de me aguentar anos a fio para lhe encher os olhos de boas recordações. Para isso e para lhe dizer o que vale a pena, ou não, guardar lá de casa.
Logo, a minha vida tem que seguir com o aprumo de uma tesoura de alfaiate.
segunda-feira, agosto 17, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
terça-feira, junho 23, 2009
Para mim, não há pai.
E, se de repente, começasse a dar valor às pequenas incongruências domésticas como na infância?
Porque é que o meu pai punha a carteira em cima do guarda-vestidos? Para que serve um esfregão arrumado por detrás do cano do bidé? E a gaveta das canetas e das agendas – aposto que estão lá porta-chaves de plástico, relógios sem pilha e moedas que já não valem o que valiam. Se quiser, posso limpá-las com vinagre que ficam novas outra vez.
Afinal a minha mãe continua a fazer bainhas como ninguém e o Sol no quintal continua a pôr-se a jeito para jogar à bola. Só que agora sou eu que fico no lado do pai, com um portão, pouco mais pequeno que uma baliza a sério, para defender.
E, se de repente, começasse a dar valor às pequenas incongruências domésticas como na infância?
Porque é que o meu pai punha a carteira em cima do guarda-vestidos? Para que serve um esfregão arrumado por detrás do cano do bidé? E a gaveta das canetas e das agendas – aposto que estão lá porta-chaves de plástico, relógios sem pilha e moedas que já não valem o que valiam. Se quiser, posso limpá-las com vinagre que ficam novas outra vez.
Afinal a minha mãe continua a fazer bainhas como ninguém e o Sol no quintal continua a pôr-se a jeito para jogar à bola. Só que agora sou eu que fico no lado do pai, com um portão, pouco mais pequeno que uma baliza a sério, para defender.
segunda-feira, abril 20, 2009
Gente que gosta de mim - tenho e sempre tive.
Diz adeus com as duas mãos como as crianças. A testa morna com o Sol da manhã e o seu perfume leve como a espuma do banho que não ardeu em lado nenhum.
E o brilho dessa luz que vinha nos olhos e nas tais mãos que eram duas mas eram poucas para o tamanho das saudades que já adivinhavas.
Um adeus com duas mãos – nunca terei nenhum como o teu.
Gente que gosta de mim – vou aproveitar enquanto ninguém percebe que não sou tão bom assim de merecer.
Diz adeus com as duas mãos como as crianças. A testa morna com o Sol da manhã e o seu perfume leve como a espuma do banho que não ardeu em lado nenhum.
E o brilho dessa luz que vinha nos olhos e nas tais mãos que eram duas mas eram poucas para o tamanho das saudades que já adivinhavas.
Um adeus com duas mãos – nunca terei nenhum como o teu.
Gente que gosta de mim – vou aproveitar enquanto ninguém percebe que não sou tão bom assim de merecer.
quinta-feira, abril 02, 2009
quarta-feira, abril 01, 2009
Álvaro - o que a todos está atento.

Faltam-me oito anos para a idade que o meu pai tinha quando morreu. Cada dia está mais perto desse casamento entre a minha idade e a estranheza que será recordá-lo com os meus anos ou mais novo.
Até agora pensei que a sua perda me tinha dado arcaboiço para enfrentar o tempo e as vicissitudes inerentes. Ri-me de quem se queixava de problemas, e da maior parte destes.
Vacinado.
Mas o tempo, sempre esse, tem-me mostrado alguns efeitos secundários. Ficar frio ou impávido começa a ser parecido. As lágrimas cavam os regos que dantes só apareciam quando sorria (acho até que as rugas servem para lhes facilitar o caminho da queda).
Vi um filme em que um velhote rosnava porque o mundo se juntava para o enervar. Tenho medo de ficar como ele, na pele e no desprezo. Eu pensava que sabia muito da vida e da morte, e aquele personagem também.

Faltam-me oito anos para a idade que o meu pai tinha quando morreu. Cada dia está mais perto desse casamento entre a minha idade e a estranheza que será recordá-lo com os meus anos ou mais novo.
Até agora pensei que a sua perda me tinha dado arcaboiço para enfrentar o tempo e as vicissitudes inerentes. Ri-me de quem se queixava de problemas, e da maior parte destes.
Vacinado.
Mas o tempo, sempre esse, tem-me mostrado alguns efeitos secundários. Ficar frio ou impávido começa a ser parecido. As lágrimas cavam os regos que dantes só apareciam quando sorria (acho até que as rugas servem para lhes facilitar o caminho da queda).
Vi um filme em que um velhote rosnava porque o mundo se juntava para o enervar. Tenho medo de ficar como ele, na pele e no desprezo. Eu pensava que sabia muito da vida e da morte, e aquele personagem também.
terça-feira, março 17, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
Emblemático.
O meu pai morreu há muitos anos. Entre as recordações que guardo está uma frase, que na altura não valorizava, mas que todos os dias vai crescendo de significado.
Quando morrer vou deitado.
No dia da fatalidade, a minha mãe desvendou-a:
Pronto. Agora os problemas do mundo já não o aborrecem mais.
E foi isto, e é isto que também me vai fazendo sorrir.
O meu pai morreu há muitos anos. Entre as recordações que guardo está uma frase, que na altura não valorizava, mas que todos os dias vai crescendo de significado.
Quando morrer vou deitado.
No dia da fatalidade, a minha mãe desvendou-a:
Pronto. Agora os problemas do mundo já não o aborrecem mais.
E foi isto, e é isto que também me vai fazendo sorrir.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
A arte da fuga.

Admiral Graff Spee
Existem dois tipos de pessoas, as que seguem os ensinamentos do livro de Sun Tzu - A Arte da Guerra, e as que, como eu, seguem a arte da fuga (em letras minúsculas como a aparente falta de dignidade do título).
Os do livro dos valentes sabem ao que vão, de peito igual aos dos heróis dos filmes. Os dos meus nunca sabem como acaba o que os envolve. Não gosto de gostar de fugir. Preferia encarar a ignorância e o insulto com a leveza sobrevalorizada da coragem. Ao invés, lá vou com a minha mania e com todos os torpedos por desembrulhar. Mais valia cilindrar com a verdade quem me aparecesse pela frente. Disparar e afundar sem piedade os argumentozinhos de algibeira como alguns couraçados alemães.
A arte da fuga, tenho uma posição general nesta disciplina.

Admiral Graff Spee
Existem dois tipos de pessoas, as que seguem os ensinamentos do livro de Sun Tzu - A Arte da Guerra, e as que, como eu, seguem a arte da fuga (em letras minúsculas como a aparente falta de dignidade do título).
Os do livro dos valentes sabem ao que vão, de peito igual aos dos heróis dos filmes. Os dos meus nunca sabem como acaba o que os envolve. Não gosto de gostar de fugir. Preferia encarar a ignorância e o insulto com a leveza sobrevalorizada da coragem. Ao invés, lá vou com a minha mania e com todos os torpedos por desembrulhar. Mais valia cilindrar com a verdade quem me aparecesse pela frente. Disparar e afundar sem piedade os argumentozinhos de algibeira como alguns couraçados alemães.
A arte da fuga, tenho uma posição general nesta disciplina.
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