
Não é a velhice, mas o cansaço que se aproxima. A secura e a poeira maceram-te devagarinho. Quando é que paras? Quando o fizeres é porque estás preparada ou dormente. Agora davas o que daria alguém condenado a uma cadeira de rodas, mas, como esse, sabes que isso não vale.
Procura erva alta e deita-te. Olha para as nuvens e repara, como dantes, nas figuras que elas fazem. Hás-de ver o que juntaste até hoje – nada que se aguente de pé.
Fotografia: Thierry Le Goués















