
Jane Russell
Há um homem que aperta a cabeça de um outro enquanto o esmurra sem lhe conseguir ver a face ou o lábio cansado. Tem um garfo de virar frangos espetado nas costas mas é como se não fosse nada. Um dos seus filhos está no chão e tenta dar caneladas no velho que o calca com a mesa de matraquilhos.
Os cães estão a ladrar, os miúdos a berrar e as mulheres a dar-lhes abana-moscas para os calar. Um dos que começou está sentado lá fora com um lenço ensopado e prepara-se para fugir assim que ouvir a polícia.
A rapariga devia ter ficado calada ou em casa. Vir para aqui não podia dar bom resultado uma vez que era família de alguém. Agora chora - a desgraçada, ainda há bocadinho estava a rir e a provocar.
O chão mistura a serradura e os cacos, cheira a aguardente e a panos de taberna.












