quinta-feira, julho 12, 2007

O tempo I.


Coisas que se vão ouvindo:

Nunca contes a verdade toda.

Isto de estar vivo vai acabar mal.

A vida, muito raramente é como nós queremos.

Li a primeira frase num número da revista “K”, há uns anos, que acrescentava: este conselho vale muito mais do que o dinheiro que deu por esta revista.

quinta-feira, julho 05, 2007

Revelações de adolescente e, já agora, do post anterior.



Victoria Principal

quarta-feira, julho 04, 2007

Vitória Principal.

Ouvia esta canção há muito tempo. Só me lembra coisas de que hoje tenho vergonha, como as roupas que vestia e nunca despia. Os dias eram mais coloridos e maiores como nas séries em que todos dançam em cima de carros.

Era mais saudável e mais forte, corria mais e dormia mais. Era tudo mais, menos a vergonha. A minha mãe tem fotografias de muitas dessas desgraças. Eu até dançar dançava, já imaginaste? Noites inteiras, sozinho. Estou convencido que o fio de prata e algumas camisas contribuíram bastante para esse estado de sólido desespero.

Tu és o resultado prático de muitas aniquilações sumárias e tentativas abortadas. Sabes a vitória.

quarta-feira, junho 27, 2007

Ainda a curta-metragem de Paris.



Definitivamente, o filme é mítico e existem muitas teorias acerca dele, algumas delas fomentadas de forma inteligente pelo próprio realizador. Ou seja, depois de muita pesquisa, parece que o senhor foi mesmo preso. O carro também parece que ninguém sabe muito bem qual é, e o próprio Claude Lelouch no princípio disse uma coisa e há pouco tempo disse outra, a do Mercedes. O que eu sei é que o som do motor e o cartaz do filme é um Ferrari. Mas se não foi um Ferrari, foi um Mercedes classe S com 6.9 de cilindrada (7 litros, sete mil centímetros cúbicos - que eu não vou explicar o que é), segundo o próprio.

Quanto ao filme, foi rodado num só shoot, sem truques, às 5:30 da manhã. Trivia: são 19 os semáforos vermelhos, razão da sua prisão.

Ele confirma outra coisa: passou dos 200km/h pelo menos duas vezes.

Tudo por Amor, claro está.

terça-feira, junho 26, 2007

Afinal não.

O carro utilizado no filme anterior não é um Ferrari (o som é que é de um Ferrari), e o piloto é o próprio Claude Lelouch, que não foi preso mas sim envolto em muita polémica por causa do tema e do grande sucesso da curta metragem.

O resto parece que é verdade, principalmente a sensação de quem o vê a primeira vez.
Cinema de Amor.



Esta curta metragem foi rodada em Paris, 1976. Segundo dizem, o realizador Claude Lelouch foi preso aquando da sua estreia. O principal adereço é um Ferrari 275 GTB. Também parece que a identidade do piloto, (de fórmula 1), nunca foi revelada. Vejam com som alto e até ao fim para perceberem porque é que aqui está.

quarta-feira, junho 20, 2007

E levar as tuas lágrimas na minha camisa?



Assim, pesadas que só eu sei. Ainda quentes, com o calor do corpo, o que não arrepia e que não prega nódoa.

Um dia ouvi dizer que haviam escritores ou assim que contavam histórias tristes a crianças para estas chorarem muito. De propósito. Para dentro de cálices. Depois do final bebiam aquilo porque achavam que a tristeza inspiradora podia passar por ali.

Eram parvos.

Bastava-lhes um peito a puxar para o forte e um abraço de uma mulher contrariada.
Fotografia: Thierry Le Goués

quinta-feira, junho 14, 2007

Quem é mais saudável?



O homem que se incomoda por uma ex-namorada, de há muitos anos, ter cinco filhos do marido que arranjou após a ter deixado?

Ou a mulher que decide ter o máximo de filhos possível para amar como ninguém e, quem sabe, incomodar um ex-namorado de há muitos anos?

terça-feira, junho 05, 2007

Era disto que eu vos falava.



When we were young - The Killers
Cuspo.

Podes pedir uma parte em vinho por dia. Mas aviso-te já que as enxadas têm o cabo mais curto do que o costume. Este senhor paga melhor mas gosta de nos ver mais curvados. É uma forma de não nos esquecermos de quem manda. O nome dele sempre vincado nas costas, até quando te deitas e levantas.

Parece uma mulher encorpada, daquelas que leva na alcofa uma colher de pau para esmorecer os filhos.

quinta-feira, maio 31, 2007

Em novinho, era na cama que me protegia das coisas más.

Hoje és tu que lá vais salvar-me.

segunda-feira, maio 28, 2007

SG Anão.

A coisa que mais me irrita num blogue de que gosto é a falta de actualizações. A estes, gostava-os de ver uma ou duas vezes por dia com novidades.

Em contrapartida sou apologista do se não tens nada para dizer, deves manter-te calado. Isto é só uma contradição aparente, porque se gosto mesmo, bastavam umas palavrinhas de nada para eu ficar contente.

Isto não abona a favor deste blogue nem de quem costuma aqui vir. Resta-me encarar esta falta de tempo como uma visita a um médico fumador.

quarta-feira, maio 23, 2007

Pensam que é pedir pouco?



Queria fazer corações de ferro. Com as mão encardidas e a testa a escorrer. Um ajudante a dar alma às brasas. A bigorna aguentava mais do que as minhas costas, já se sabia.

Depois de prontos alguém tratava de os pintar. Se fosse um miúdo a vir buscá-los pregava-lhe uma partida.

Depois do primário e do encarnado alguém os havia de cravar no azinho. Para ouvirem despedidas e o que calhasse durante muitos anos. A abrir e a fechar como se batessem, e batiam às vezes.

A melhor coisa que me podiam dar era saber que na escada, mesmo atrás deles, uma rapariga, com tanto de nova como de linda, iria chorar o começo de uma perda qualquer. E olhasse, e os visse com a rua por trás. E que se risse.

sexta-feira, maio 11, 2007

Afável no trato.

- Não percebo porque é que o homem não me encara.

- Também não, mas se calhar é porque tens um ar demasiado heterossexual e ele deve ter a percepção inconsciente que não tem qualquer hipótese.

- Eu? Tenho um ar demasiado heterossexual? Eu nem tenho muitos cabelos no peito. Para que saibas, eu até sou daqueles que compram qualquer coisa com vergonha de dizer que não.

- Lá está, isso só revela que nasceste para ser um companheiro obediente, não para maricas.

segunda-feira, maio 07, 2007

Ouvi dizer que a igreja acabou com o Limbo.

O Limbo era para onde iam os que morrem antes do uso da razão. Era uma das minhas esperanças ou um sítio onde poderia ficar descansado.

Se por um lado não gosto de roupas brancas, por outro não tenho voz suficiente para dar um bom réprobo.
Os elogios verdadeiros são assim:

És tão sensível que poderias viver numa unidade de queimados de um hospital grande.

quinta-feira, maio 03, 2007

A estranheza do Amor é um clássico.



Belle de Jour – Luis Buñuel

E este é dos bons. Dos muito bons.

sexta-feira, abril 20, 2007

When we were young.

Tenho umas poucas de marcas de varicela no corpo. Foi quando era pequeno, para aí aos 9 ou 10. Lembram-me de coisas quando faço a barba. Quase todas de quando ainda não a tinha.

quinta-feira, abril 19, 2007

O meu é morno, por favor.


Sophia's Mercurial Waters – Mark Ryden (Óleo sobre tela)

A última das pinturas de Mark Ryden por aqui. Para mais, façam-lhe uma visita.

terça-feira, abril 17, 2007

Caros tolerantes, bem-vindos ao multiculturalismo.


Harém - jean Leon Gerome

Conheci, há uns anos, um senhor guineense que tinha 3 esposas. Não fui seu amigo, mas consegui perguntar como era aquilo. Explicou que tinha tudo a ver com a sua religião e a das respectivas mulheres. Disse que viver em Lisboa desta forma era curioso e que achava que os portugueses eram menos espertos do que pensavam, uma vez que os seus rendimentos permitiriam, no mínimo, casar com três ou quatro.

Há muito que a palavra normal se dá mal nos corações.

segunda-feira, abril 16, 2007

A minha é bem passada.


The Angel of Meat – Mark Ryden (Óleo sobre madeira)



Pormenor

sexta-feira, abril 13, 2007

Ciclo Vicioso.




















Allegory of the Four Elements
– Mark Ryden (Óleo sobre tela)


Mark Ryden é um pintor e ilustrador de quem gosto. O seu trabalho é estranho e lembra-me alguns dias de infância em que via livros infantis antes de ir com a minha mãe ao mercado e ao talho. Em breve, mais destas obras esquisitas.

quinta-feira, abril 12, 2007

Vem aí o Verão.



Babies – Pulp

Por vezes farto-me do dramatismo que vai por aqui. Para infelicidades, bastam as que não conseguimos evitar.

quarta-feira, abril 11, 2007

A pior realidade.



Estou desconfiado que mais de 80% das vidas fracassam. Basta olhar à volta.

Até os autores mais insuspeitos gostavam, um dia, de ser bestsellers.

terça-feira, abril 10, 2007

A Natureza do Mal.

LUIS, um abraço.

quarta-feira, abril 04, 2007

O problema da pornografia em geral é que vive de mau gosto.



Roy Stuart é considerado o maior mestre na sua especialidade: fotografia erótica. Nasceu em Nova Iorque, vive em Paris e é nos apartamentos ricos desta cidade que fotografa.

Os seus modelos, cenários e encenações são escolhidos com rigor. As poses são as naturais de cada um e as próprias destas situações. Há quem diga que é pornografia, eu não discuto português. O seu segredo é ver e mostrar o que fazemos de uma forma less ordinary.

Nas nossas cabeças só vive o que é normal e natural para nós mesmos.

sexta-feira, março 30, 2007

Unrated.



Amei-te muito mais do que os palavrões que disse. Agora, o relógio que andava a cavalo quando te via parou.

Faço um esforço para que as pessoas continuem a gostar de me dar beijos. Nunca tive idade para o espelho ou para a masturbação. A ingratidão costuma ser recompensa farta para as coisas ou pessoas que nos ajudam.
De volta.

A ausência foi minúscula quando comparada com a grandeza do vídeo que aqui deixei. Deveriam tê-lo visto uma vez por dia, como receita para uma vida melhor.

Ouvi dizer que vários problemas daqueles que mudam tudo, como a morte de um pai, aconteceram a pessoas que lá estão a tocar, daí a qualidade fenomenal do disco.

As coisas genuínas são como os sapatos, se forem boas salvam qualquer indumentária, se não prestarem inquinam o mais belo dos esforços.

sexta-feira, março 23, 2007

Isto desculpa alguma da falta de assiduidade por aqui: a melhor música que ouvi nos últimos tempos:



No cars go – Neon Bible - Arcade Fire