
O pior de ter sido criada pelos meus avós era quando se aproximava o dia da mãe: na escola fazíamos um trabalho que lhe serviria de presente. Para mim isto era um exercício de crueldade massacrante. Hoje não, hoje já sou adulta, mas nunca esquecerei aquilo.
No dia, rasgava-o em bocadinhos pequenos pelo caminho. Quando chegava a casa a única coisa que restava era um carreirinho que, se não chovesse, amanhã ainda lá estava e que eu iria pisar de volta à escola.













