Umberto Eco.

Sempre me bati contra o ditado “nunca digas desta água não beberei”
Não é que as palavras só por si me chateiem, mas a certeza de que nunca farei certas coisas é tanta que, cada vez que alguém se socorre do dito, me dá vontade de rir. A realidade, ou a verdade é que, cá por coisas, preferia morrer do que beber de alguma poça que não servisse. E isto não é uma convicção, é que a vida, pelo menos a minha, é mesmo assim.
Se ainda assim houverem dúvidas, quem as tiver poderá perguntar-te:
- É verdade que a boca deste homem nunca terá licença para a beijar?
Fotografia: Wing Shya – 2046 – Wong Kar-Wai, 2004





















