
Será quando perceber que nunca irá percorrer a riviera francesa num Delahaye azul, de mão dada com o homem da sua vida ou sonho. Nem com o vizinho da frente, quanto mais com um actor alto que lhe explicaria donde vem a seda do lenço que tem na cabeça. Mais por culpa dela do que do destino, coisa que nunca admitirá.
Antes quer a mão cheia de nada do que responder ao estranho que a aborrece com a conversa das horas. Nem o seu cheiro a lavanda lhe é capaz de rasgar a simpatia da boca.
Bastava-lhe um homem que não a deixasse sair assim, com a saia tão curta, para ser feliz. Mas isso é coisa que demora uma vida a perceber.

























