
Entre os hábitos que perdi com o crescimento, há um que vou retomar um dia destes: passar a usar lenço. Tal como o meu pai e o meu avô, também eu fui influenciado, a partir de certa altura, a sair de casa com um quadradinho de tecido engomado em muitas partes.
Serviam para tanto que nem sei porque os deixei para trás.
Nas horas de adeus, e nas outras, não quero cá coisas em papel. Quero carne, lágrimas e algo que me ensope a alma. Quero coisas com o meu cheiro e com o meu desmazelo.
Fotografia: Getty Images






















