
Trocaste-me o sono por coisas engraçadas. Pequenos estalidos do algeroz, pássaros que fazem a sua vida de noite e estrelas que se aproximam do limite da janela.
O cortinado abana lento com a cor da Lua. O sossego espanta-se com o ladrar de um cão ao longe.
Às vezes fecho os olhos e finjo que estou a adormecer no quarto que me viu crescer. Lembro-me de não ter sono, mas pelo menos tinha a luz da cozinha acesa e barulhos de uma mãe que passava a ferro.
O descanso que me dava ouvir aquelas mãos a engomar-me a alma.
Hoje leio outras histórias de Amor. De preferência boas como as que ainda podemos sonhar.

















