
Os dois sentados, quase encostados. Há um braço que se esforça por não fugir. Há nervos pequenos e compromissos brincalhões. Olha-se a fingir pela janela. Há desgostos instantâneos e um mundo que podia começar e acabar logo ali. Uma espécie de vou-ali-trocar-toda-a-minha-vida-por-fichas-que-quero-gastar-contigo.
Dava tudo por um azar ou pela tua fortuna. Sem cabeça, de repente, tudo em cima da mesa. Como um transplante de alma.
Chega o fim da linha. Os dois levantados, sem saber se são estranhos ou se são apenas alguém demasiado cúmplice que discutiu o suficiente para não se falar.
























