Sentado à mesa penso, se está aqui é porque, pelo menos, gosta da minha companhia. Os pratos e os copos são irrelevantes, como se o momento roubasse o espaço ao que deveria ser mais do que uma questão de sobrevivência.
As palavras trémulas do antes do principio olham para as tuas mãos. A sua graciosidade é a mesma que segura um revólver tranquilo. Imagino uma mão na coronha de nogueira e outra a limpar uma leve mancha de óleo no tambor.
Nunca medi tanto as palavras, não vá alguma matar de arrependimento.