- Não preciso de te provar nada. Nem mesmo que o Amor é estranho, senão repara em nós daqui a seis meses.
- É verdade. Daqui a seis meses seremos estranhos. O que ontem foi permitido amanhã será castigado. A licença para beijar, tocar, sentir e amar caduca agora mesmo. Ainda assim, quando nos cruzarmos, sentiremos qualquer coisa. Quanto mais não seja a saudade imensa de um corpo que, há muito, foi o nosso.
- Acabemos com a conversa. Bem basta o choro que me alaga o peito. Adeus.