domingo, setembro 12, 2004

Amor Works.




O novo disco de Craig Armstrong, Piano Works vai directo para o gravador de CD’s. Duas cópias, uma para ficar no carro e outra para me acompanhar para todo o lado. O original fica guardado no cofre do Credit Suisse em Genebra.

sexta-feira, setembro 10, 2004

I was there. I saw it.




Como o previsto, as imagens voltaram, sem ensaios. Aqui ficam mais mil palavras, neste caso em tons de céu.

A verdadeira química do Amor.


Soube que os homens indianos utilizam um banho muito quente como contraceptivo.

Soube que o consumo de lacticínios em excesso provoca a redução do número de espermatozóides.

Soube que os homens que usam calças justas e com profissões onde passam muito tempo sentados são menos férteis.

Homenagem à trois:

Porque seria estranho receber sem dar, o Estranho Amor agradece os comentários e os links destas três boas companhias:

Little Black Spot
Longe da Multidão
Uns e Outros

Homenagem a mais trois:

Casa Assombrada
Marbles
Maria da Lua

quinta-feira, setembro 09, 2004

Despertador de saudades.

Acordo com a boca a saber a angústia. Volto a almofada, volto a adormecer e só assim voltas para mim.

O Amor pródigo retorna a casa.

Finalmente o Estranho Amor a partir da minha casa nova. Já estava farto de escrever pela manhã. A noite protege os amantes audazes, os sonhos, a solidão e neste caso as palavras.

Segundo o sapo que me trouxe o mundo porta adentro, imagens só a partir de amanhã.

quarta-feira, setembro 08, 2004

Promessa apagada.


O Sapo disse-me que talvez hoje as imagens cheguem ao Estranho Amor.

Não o beijei porque não preciso de um príncipe encantado, mas agradeci-lhe imenso.

terça-feira, setembro 07, 2004

Acentuado arrefecimento diário.


Lembro-me que existem abraços que soam como um floco da neve mais pura a deslizar na asa do corvo mais forte.

Estes dias não me lembram o Inverno.

Mínimo Amor obrigatório.


O trabalho, as ruas e os desconhecidos ficam com o tempo que não preciso. Há um cronómetro que conta as regressões de cada um.

Parece que ainda não saí da introdução da minha própria vida. Todos os dias se assemelham a falsas partidas de felicidade.

segunda-feira, setembro 06, 2004

O maior Amor de todos os tempos.


Depois de acabar de ler “Romeu e Julieta”, guardo imagens como estas:

Ao ver-te sinto-me como o fogo que jorra das entranhas de um canhão

E o sangue, indisciplinado na minha face

sexta-feira, setembro 03, 2004

O Amor nunca é certo.


Depois de colocar o post anterior, tive que o corrigir duas vezes.

Nos erros, divirto-me a relembrar que nada é definitivo.

Amor - Antes e depois.


A vontade:

Amo-te desmesuradamente. Ainda bem que vieste e que aqui estás. Não vale a pena fugires mais, que ninguém está apto para te amar da forma que sempre sonhaste. Vejo nos teus olhos a refulgência dos sonhos realizados mesmo agora. Deixa internar-me na paralisia contagiosa da tua boca.

A realidade:

Olá, tudo bem contigo? Já tinha algumas saudades das nossas conversas. Não te mexas, deixa-me tirar um resto de lágrima que tens aqui no pescoço.

quinta-feira, setembro 02, 2004

És menos feliz se:


A última vez que te pesaste foi hoje de manhã.

És menos feliz se:


Sopraste a última bola de sabão há mais de 7 anos.

És menos feliz se:


A tua casa tem as paredes todas da mesma cor.

quarta-feira, setembro 01, 2004

Denominação de Amor Demarcada.


Pode-se considerar a paixão como ataque fulminante e quem ama vítima de doença prolongada.

Também se devem ter em conta experiências de calamidade natural e estado de sítio, não esquecendo que são uma catástrofe os dias em que por dentro a acalmia é completa.

terça-feira, agosto 31, 2004

Axioma de Amor.


Como a morte, o Amor tem sempre desculpa.

Amor em dieta.


O Estranho amor continua a travessia das letras. Só no dia 12 é que a internet chega à casa nova. Até lá, prova de fogo só com textos.

Vai-me salvando este Macintosh, muito bom para direcção de arte mas rudimentar para internet. Computador de publicitário, é o que dá.

segunda-feira, agosto 30, 2004

Ser ou não ser Amor.

Ando a ler Romeu e Julieta de Shakespeare. Apesar de já ter lido outras obras do autor, só agora decidi tomar uma das maiores histórias de amor jamais escritas, segundo os entendidos em literatura (penso que os entendidos em Amor poderão ter outra opinião).

Sendo uma falta grave para quem se propõe escrever sobre o tema, como é o caso, resta-me partilhar coisas que por lá se dizem:

- A Lua é invejosa;
- Quem se ri das cicatrizes é porque nunca provou o sabor das feridas;
- Não vale a pena procurar quem não quer ser encontrado;

sexta-feira, agosto 27, 2004

Eram dois para a plateia do Amor, se faz favor.

A minha história acabou no dia em que combinámos não ser um do outro. O pano caiu no mesmo chão para onde atirámos as toalhas.

Passo agora pelo palco para te tentar arrumar aos poucos. Luzes, pó e um piano já tapado. Sorrio com quase todos os bilhetes por vender. Sento-me na primeira fila a imaginar como me viste, será que choraste ou riste?

Um dia hei de arranjar maneira de fazer chover aqui dentro. Reponho sozinho o dia em que morremos de pé.

Depois, vendo este sonho e vou-me embora.

Fim.

quinta-feira, agosto 26, 2004

Entra. O Amor é teu.

Não há aqui nada a mais. Cuidado, vem por aqui e não pises o que ainda te amo. Tens que perceber, mesmo depois deste tempo todo, ainda não tive tempo de arrumar o que despi.

quarta-feira, agosto 25, 2004

Amor revisitado.

Olho para dentro e vejo sítios que não conheço. Encontro outros que não me lembrava que aqui ou ali estavam.

Amor atrás da orelha.

Um dia vou apanhar todas as palavras que disse desde que nasci. Junto-as dentro de um barril velho e ponho-o a rebolar por uma rua abaixo até se desfazer numa parede de mercearia.

E a rir, fujo para não ser apanhado. Quem quiser que as leve, arrume ou varra para a valeta. Depois, estou uns tempos sem passar por ali, não vá alguém ter visto.

terça-feira, agosto 24, 2004

Amor emboscado.

A vontade vive traindo-me. Julgo que não nasceu comigo. Deve ter sido trazida com o cueiro pela parteira sorridente.

Já aprendi a lidar com a sua matreirice. Sento-me com uma música e espero que, com a ganância da mágoa, me traga as imagens que me restam dos teus olhos fechados.

Só espero que um dia vingues esta corrosão de alma.

segunda-feira, agosto 23, 2004

Amor inseguro contra roubo.

Ontem roubaram o “O Grito” e “Madonna” de Munch em Oslo. Os nossos sonhos estão agora menos ilustrados.

O Estranho Amor, numa espécie de acção de protesto e solidariedade involuntária, comunica:

por razões técnicas alheias à inteligentzia deste blog, a colocação de imagens está suspensa temporariamente. O Amor cego segue dentro de momentos.

Amor, só ida.

É insuportável saber que a tua vida decorre paralela à minha sem nunca lhe tocar. As duas parecem os carris de um expresso desorientado.

Sei que as nossas agulhas nunca se vão acertar.

Chegámos atrasados à vida que mesmo sem estar reservada era a nossa. Com uma passagem sem volta.

sexta-feira, agosto 20, 2004

Amor dita dor.

Nem o tempo nem a distância mínima de segurança negociada, serenam a tua falha. Os beijos de amizade encarceram com empenho nipónico os seus homónimos loucos.

Sorrisos com motins assanhados por dentro.

E nós, directores do que não temos coragem de viver, de vergasta atrás das botas de cano alto, a comandar os tais das bochechas, estúpidos de orgulho, a evitar que a loucura deslize para a boca.

quinta-feira, agosto 19, 2004

Amor – Livro de Pantagruel, página 779.

- Porque é que fechamos os olhos quando nos beijamos?

- Se calhar vem daquela brincadeira das guloseimas, o abre-a-boca-e-fecha-os-olhos.

- És capaz de ter razão. Mas eu referia-me aos beijinhos.

- Beijinhos, boa! Alguns eram cor-de-rosa e também haviam brancos. E lembras-te das línguas de gato?

- Como a tua.

Amor carente.

A mordaça cai aqui, como a aba do teu casaco quando te voltas depois do beijo que desejo não ser o último.

As férias, as pausas e as quebras não me servem. Só os arrebates de amor têm licença para me importunar a vida que vou tentando e que me tenta.

Gosto dos rostos de sempre que, só por si, me parecem diários imprecisos todos os dias.

Foi tanta a falta que me fez escrever estes dias sem palavras.